Eu tenho desejo e agora, NÓS PODEMOS MATAR A NOSSA VONTADE!

Eu tenho desejo, não me acostumei, ou melhor, não me habituei a luxuria...
E agora, sinto... Aah! E como sinto.
Sua ausência, a nossa distância, me dói, na verdade, ela me maltrata e me enche de lembranças e de sensações. Não consigo recordar sem sentir, e eu sinto, repasso cada momento, cada gesto, cada toque. Sentir tudo me faz bem, me faz ...sentir!

Eu tenho você comigo, em cada rosto, em cada som, cada palavra. Você não sabe o quanto eu te revivo em minha mente, mas não é para ficarmos nas memórias que estamos aqui, mas para vivê-las...

E ainda bem que você está aqui para matar a minha vontade e me fazer sentir tudo que as recordações me trazem...

Eu precisava exatamente disso e você parece adiantar cada pedido, acho que meus pensamentos se transp
ortam a você sem que eu perceba e tudo se realiza na hora, na exata hora em que meu corpo pede o seu. E como ele pede e como ele te reclama. Aaai! Como ele te precisa. Porque tudo que eu sinto é você que chegou ao ponto certo, é você que me entendeu... você sempre me entende.
Mas pra que tanta timidez, pra que tanta cerimônia, por que esperar que alguém faça algo, que alguém tome uma atitude? Logo nós que esperamos tanto e sempre, que nos guardamos que nos controlamos... Nós não precisamos de cerimônia, de rituais, de ‘com licenças’, nós podemos agir, nós podemos ir onde quisermos simples, NÓS PODEMOS MATAR A NOSSA VONTADE!

Mesmo com todo o desejo, toda a vontade guardada, nós nos esperamos, nos guardamos um pouco mais. Queríamos a delicadeza e a beleza de amar e não poderíamos violar nosso sentimento, usando apenas a luxuria que nos consumia.

Amor é mais que isso e o Amor espera, o Amor tem tempo, e o tempo de amar é infinito. Nós sabemos que é infinito e nos permitimos ter
calma.
Nós sabíamos que ali nos amaríamos de alma para alma. Então demos o tempo del
as chegarem perto e se conhecerem, se reconhecerem, se descobrirem e se sentirem e se permitirem o toque e sentir o toque...
De alma para alma não precisamos de roupas, não há necessidade dessas convenções humanas, naquilo tudo que criamos para nos esconder, nos aprisionar. E até a roupa parece entender o momento, parece perceber que não é tempo de cobrir, mas de despir, e te tenho apenas vestindo a sua pele, sentindo-a na minha. Agora sei quão macia é a pele que te veste... Como quero esse toque! No entanto, posso tanto na tua pele, no teu corpo, em você que é só você, sem mundo, só alma.

Um comentário:

Manoel disse...

Prefeitoo.. Não devemos realmente esconder os sentimentos diante da pessoa amada.... deixe as cerimonias de lado... não se preocupe com o pensamento avulso, mas apenas com a conciencia de quem vc eh.... apenas VIVA